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Elon Musk confessa participação no golpe na Bolívia e diz que golpeará quem for necessário

Dono da Tesla reagiu à crítica de que atuou no golpe que derrubou Evo Morales, para ter acesso às maiores reservas de lítio do mundo, e disse que dará quantos golpes forem necessários

25/07/2020 20h58
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Por: Dilman Lima
Elon Musk confessa participação no golpe na Bolívia e diz que golpeará quem for necessário

Após ser criticado por envolvimento no golpe na Bolívia, o bilionário Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, publicou no Twitter afirmando que dará “golpe em quen quiser. Lidem com isso!”. 

O CEO da Tesla e da SpaceX estava reagindo a um comentário de um seguidor afirmando que não é do interesse do povo norte-americano “o governo dos EUA organizando um golpe contra Evo Morales na Bolívia" para que ele "possa obter lítio”.

“Mais de 50% dos depósitos de lítio globais se encontram no ‘Triângulo do Lítio’ - com fontes do material concentradas na Argentina, Bolívia e Chile. Os desertos montanhosos da Bolívia – o Salar de Uyuni – têm de longe as maiores reservas conhecidas”, segundo reportagem do Brasil de Fato.

O ex-presidente golpeado Evo Morales denunciava, quando estava no poder, que o lítio não deveria ser vendido a multinacionais. Após o golpe, a tendência, como acenou o candidato a vice da atual presidente usurpadora Jeanine Áñez, é abrir as portas para que empresas como a Tesla explorem o recurso no país.

O empresário boliviano Samuel Doria Medina, candidato a vice de Áñez, defendeu, com a possível vinda da Tesla para a América do Sul, a  construção de "uma gigante fábrica no Salar de Uyuni para fornecer baterias de lítio”.

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